Revolushow 2 – Espírito Santo, Militarismo e Desmilitarização

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Apesar da greve branca da Polícia Militar do estado do Espírito Santo ter ocorrido há algumas semanas, a temática ultrapassa qualquer temporalidade, uma vez que há questões profundas na esquerda nacional sobre o que fazer nesses casos, como proceder sobre o assunto da desmilitarização? Qual o caráter de tais organizações? Conseguiremos respondê-las em apenas uma hora de podcast?

Para conversarmos sobre o tema teremos a presença de Zamiliano, Poderoso Porco, João Carvalho e o convidado Renan Freitas.

A trilha sonora deste Cast foi composta pelas músicas do cantor cubano Ibrahim Ferrer e do grupo Buena Vista Social Club

Treze reflexões sobre polícia e direitos humanos

Coronel Ibis Pereira

Pec 51

Thomás Sankara

13 comentários Adicione o seu

  1. Num podcast comunista todos são o First e o último !

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  2. Derley disse:

    aguardando o padrin do revolushow

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  3. lumpemproletariadolatino disse:

    Xeenti…xennti…ficam dados de uma matéria legal de gente que tá lá infriltada no Uol tentando fazer o menino jornalismo respirar

    https://tab.uol.com.br/jovem-pm

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    1. FrankCastle disse:

      Legal, salvando aqui para ler na íntegra depois.

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  4. Importante iniciativa, a esquerda precisa se redefinir. Agradeço muito. Sem querer meter (muito) o bedelho, queria sugerir algumas pautas: 1) o que foram e como funcionaram as Internacionais? O que falta para reativarmos a 4ª? 2) A revolução russa ocorreu no contexto da (1ª)Rev. Industrial. Estamos chegando na 4ª Rev. Industrial, e como poderemos adaptar o socialismo a esta realidade do séc. XXI? 3) Centralismo democrático leninista x democracia representativa liberal: como nos enganaram dizendo que a última vale alguma coisa, e quais as vantagens da primeira? Abs!!

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  5. FrankCastle disse:

    Sou ouvinte assíduo dos episódios sobre política do Anticast e fiquei sabendo deste novo projeto. Ouvi os dois primeiros e gostei, parabéns! (Fico feliz de saber que vocês disponibilizam um blog/site que permite comentários, sou um tanto avesso ao formato de discussão de redes sociais, como Facebook).

    Estou no 5º Semestre (5º período) do curso de Direito. Concordo que é um ambiente com grande concentração de pessoas conservadoras, seja no corpo docente, seja no discente (ainda que não seja em sua totalidade). Na doutrina, existem autores que inspiram e me fazem acreditar em algo positivo, ainda que, na prática, os profissionais mostrem que, geralmente, grande parte do que se estuda, fica só na teoria mesmo. Enfim, já tenho uma certa idade e não possuo graduação, para o bem ou para o mal, pretendo concluir esta. Quando ao “moedor de carne da realidade”, que mais posso dizer? “A vida é assim, Senador!”.

    Quando cruzamos a questão de Polícia Militar e Direitos Humanos, um nome que sempre costumo ver e que acompanho, é o de Adilson Paes de Souza, tenente-coronel da Polícia Militar, mestre em Direitos Humanos (disciplina que leciona para a academia). Sua dissertação de mestrado (que se transformou no livro “O Guardião da Cidade”) pode ser baixada gratuitamente aqui:

    http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2140/tde-27092012-093421/pt-br.php

    Das 22 páginas que já li, achei bem interessante. Ele aborda, entre outras coisas, a chamada “Doutrina de Segurança Nacional”. E há uma frase bem marcante, de uma expressão que, segundo ele, é recorrente nas instalações policiais: “Paisano é bom, mas tem muito” [expressão utilizada para designar aqueles que não usam uniforme, ou seja, o cidadão comum].

    Percebo também que há também algo muito arraigado nos membros da PM e do Exército, que remete ao ótimo filme “Questão de Honra” (com Tom Cruise e Jack Nicholson, com sua clássica frase “You can’t handle the truth!”), parece existir um código de conduta próprio, extra-oficial (no filme: Unidade, Tropa, Deus, Pátria).

    Sem contar o “corporativismo”, não só na PM, mas aquela que observamos em todos os grupos. Nos falta um pouco mais de “cortar da própria carne” ao encarar crimes e outros desvios e menos “passar a mão na cabeça”, porque fulano é meu “brother”. E é incrível (ao menos para mim), como essa questão de “lealdade” aos “brothers” é levada como algo sagrado, quando a lealdade deveria ser a um ideal maior compartilhado de antemão por ambos.

    Nesta coluna do site CONJUR, há um levantamento interessante sobre o ensino de Direitos Humanos nas Academias de Polícia:

    http://www.conjur.com.br/2016-mai-01/segunda-leitura-pesquisa-mostra-ensino-direitos-humanos-pms

    Sobretudo, neste trecho:

    “Algumas Academias têm especificidades interessantes. Por exemplo, os Estados do Ceará e Pará possuem uma Academia única que forma, juntos, os policiais civis e os militares, atenuando a disputa por vezes existente nas duas corporações. A rivalidade entre as duas grandes Polícias Estaduais é, sabidamente, uma das grandes dificuldades do Sistema de Segurança Púbica nacional”.

    Contudo, me vem a lembrança da resposta que um palestrante me deu sobre o assunto, que basicamente dizia: não basta conhecer os Direitos Humanos, mas crer nos Direitos Humanos. E, para isso, seria necessário desenvolver uma mentalidade que vá do mais alto oficial até o mais baixo praça. Muito do que foi dito no podcast, sobre as punições dos soldados, também foram citadas por esse palestrante, mostrando o famoso “a corda sempre arrebenta do lado mais fraco”.

    Conversando dia desses com um colega sobre o que está acontecendo no Espírito Santo, ele me interpelou (presumindo que eu fosse concordar com o ponto de vista dele) dizendo: “Você viu? E tem gente que ainda diz que a Polícia deveria acabar…”.

    Fiz um contraponto dizendo que a Polícia como um todo não, mas talvez a PM poderia acabar (com o devido processo de transição, mais no sentido de unificar as polícias do que de “acabar”, “extirpar” como muitos interpretam quando se toca no assunto, como foi muito bem pontuado no podcast).

    Comentei sobre a Polícia da Inglaterra que não utiliza armas de fogo e ele logo me interrompeu: “Ah, mas você quer comparar Inglaterra com o Brasil?”.

    Penso, cá comigo: Onde surgiu o Futebol? Qual país o aperfeiçoou e se tornou referência? Onde surgiu o Jiu Jitsu? Qual país o aperfeiçoou e superou o original, tornando a arte marcial mais conhecida pelo nome de “BJJ”?

    As pessoas por não conseguirem vislumbrar o futuro, nem mesmo ousam tentar algo novo e se voltam para o passado. Por outro lado, quando se trata do consumismo, essas mesmas pessoas são as primeiras a querer “A próxima sensação temporária” (Calibre 12).

    Como diria o (finado) professor Pierluigi Piazzi: Não vivemos uma Ditadura de Esquerda ou de Direita, mas numa Ditadura da Burrice.

    Muitos desses comentários imbecis que vemos na internet (sei que esta é uma discussão profunda e muito, muito longa) são fruto, por incrível que pareça, não de uma discordância ou posicionamento político contrário. Mas pura e simplesmente, da incapacidade de interpretação de texto (muitas vezes aliada a um mau caratismo). Cito um exemplo que o Professor Pasquale deu numa ótima entrevista feita pelo Dr. Drauzio Varella. O tópico era esta notícia:

    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/07/beatriz-segall-fere-o-rosto-em-queda-em-rua-do-rio-e-paes-pede-esculpas.html

    Ele chamou atenção ao fato de que as pessoas reclamaram nos comentários dos sites algo como: “ah, a culpa então é das Pedras Portuguesas?!” (!)

    Enfim, nem sei se vão ter paciência de ler este comentário enorme. Acredito que um meio de aproximar mais ou evitar tanto o antagonismo entre Sociedade e Polícia ou Direitos Humanos e Polícia, é o de dar mais espaço aos policiais que também são vítimas da violência e, muitas vezes, num momento difícil se veem desamparados e, quando veem o auxílio aos presos, ficam ressentidos. Aliás, acho que o ressentimento é um dos maiores problemas do Brasil (mas é outro assunto que dá uma discussão bem longa).

    Parabéns, mais uma vez pelo podcast. E ficam algumas sugestões de pauta / tópicos para os próximos:

    – o que vocês acham de Mino Carta? Qual sua importância para a Esquerda?
    * Independentemente de qualquer coisa, recomendo esse Roda Viva com ele, de 2000 (em especial aos 20:27 e 1:26:00):

    – E o Ciro Gomes?;

    – Brasil: país no qual se “igualou” as classes apenas pelo acesso universal a bens de consumo (ainda que se fique endividado para tê-los), mas sem uma estrutura, sem uma base, sem formar cidadãos, mas apenas consumidores. País onde vemos um absurdo onde a mesma pessoa tem um iPhone na mão, enquanto pisa no esgoto a céu aberto.

    – Diferença entre projetos de governo e projetos de nação (o qual foi abordado em um momento no podcast). A falta de um pacto (outro tipo de pacto, não “aquele” pacto) por um projeto, independentemente de quem esteja no mandato, para que o país tenha projeto de educação, que reflita depois no avanço em ciência e tecnologia.

    PS: Uma dica de leitura, a qual terminei esses dias: “24/7 Capitalismo tardio e os fins do sono” (Jonathan Crary), editora Cosac Naify. Basicamente, mostrando como o sono é o último bastião do qual o Capitalismo não se apossou, o único momento que, em tese, não é permeado pelo trabalho, consumo ou marketing.

    Grande abraço!

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  6. Luiz Guilherme disse:

    Não sou nem um cara “full-esquerda”, mas já sou um ouvinte fiel!

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  7. rochajanes disse:

    Que música é essa do final do podcast, parece música russa..

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    1. Zamiliano Frossard disse:

      O nome da música é Oh Fields, my Fields (Polyushko-polye). É uma música russa mesmo: https://www.youtube.com/watch?v=TYnmFVTFT3E

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  8. Jorge disse:

    Queria saber de vocês uma coisa: comentaram no podcast sobre a obrigatoriedade da formação em direito, e em como isso mina outra áreas e visões de mundo a adentrarem à corporação. Concordo em número, gênero e grau.
    Mas me veio à mente o contra argumento (que foi o provável gerador dessa situação) de que, sendo a Polícia a responsável pela aplicação da lei, eles precisam ser conhecedores de como ela funciona e por isso o direito seria uma formação fundamental.
    Dito isso, eu realmente não sei o que pensar, já que acho que ambas as visões tem um ponto válido, mas não podem coexistir.
    Alguém poderia me esclarecer um ponto ou o outro?

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    1. FrankCastle disse:

      Olá, Jorge! Se me permite: Acho que sua linha de raciocínio está correta. A formação como bacharel em Direito pode até ser questionada. Mas é inegável que, em algum momento, é necessário um conhecimento acerca do Direito. Quanto ao meio acadêmico ser muito conservador, nada impede de o aluno (se não for uma ameba) buscar outros ares, canais como o Justificando é um dos exemplos de “operadores do direito” com visão progressista.

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  9. Danil BR disse:

    Ótimo episódio, melhor que o anterior principalmente pela maior participação do João! Só fiquei chateado por o Zamiliano não ter colocado o nome do episódio de A Desmilitarização Aumentou o Número de Vibradores. XD

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