29 - Organizando-se políticamente - Revolushow
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29 – Organizando-se políticamente

29 – Organizando-se políticamente

No episódio de hoje Zamiliano, Larissa Coutinho, Marília Moscovitch e Eduardo barba (infoproletários)irão conversar sobre como se organizar politicamente e sobre segurança pessoal na internet.

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9 Comentários
  • Erik da Silva
    Escrito as 14:16h, 05 novembro Responder

    Quanto à troca de mensagens de forma segura, senti falta de menção ao Wickr, app notoriamente utilizado pra fins de legalidade questionável inclusive por grandes empresas como o Uber.

  • Mathias
    Escrito as 16:17h, 05 novembro Responder

    Gente, to chegando agora tanto no podcast, quanto no lance de entender as divergencias da esquerda,
    tmb não faço parte de nenhum grupo que existe sobre o cast no facebook e tal, por isso vou deixar aqui
    meu tímido comentário na esperança que possa ser lido, enfim…

    Qual é o lance em relação ao PSTU? Pelo que pesquisei meio que todo mundo da uma torcida de nariz pra ele.

  • Daniel Garcia
    Escrito as 15:30h, 06 novembro Responder

    Esquerda divertida não.

    Esquerda Internacional- Fanfarronista

  • Claiton Santos
    Escrito as 12:54h, 07 novembro Responder

    Olá.
    Claiton Santos. 34.
    Carteiro ciclista em Jaraguá do Sul/SC.
    Militante do PSTU.

    Comecei a militar em 2002. Tinha 18 anos e votei no PSTU no primeiro turno e chamamos voto crítico no Lula no segundo turno.
    Li uma boa parte da literatura marxista, panfletei muitas fábricas, escolas, rodoviárias, vias públicas, formamos alguns coletivos e petições públicas, muito microfone, montamos uma chapa sindical em 2011, mas somente em 2014 vencemos as eleições sindicais dos Correios de SC.

    A perspectiva que tenho do PSTU é a de que é a organização política mais bem preparada para dirigir ou influenciar nas decisões dos processos revolucionários previstos para o futuro do Brasil e do mundo.

    Claro que em uma mensagem dessas não dá para aprofundar nenhum conceito, e nem quero, dado que o João (mesmo que menos pedante que nos primeiros episódios, citando autores e termos extrangeiros), seria implacável em destruir minhas parcas ilusões no socialismo apregoado pelo partido.

    Só gostaria muito de saber qual é a birra de vocês com o PSTU.

    Dá pra falar o porquê de tanto ódio em relação à organização em que eu milito?

  • limaxe
    Escrito as 19:22h, 12 novembro Responder

    Não sei aonde PCB é um partido com centralismo, tem uma porrada de militantes de dezenas de ideologias marxistas diferentes, o máximo de centralismo que tem é os militantes terem q seguir as resoluções gerais do partido, que no caso, é mero socialismo democratico

    • Henrique
      Escrito as 15:20h, 16 dezembro Responder

      Centralismo democrático e centralismo teórico são coisas completamente distintas. O primeiro diz sobre a estrutura interna de uma organização (leninista no caso) e de como são tomados os posicionamentos em seu seio (de modo centralizado, com ampla discussão interna, esgotamento das divergências nos espaços deliberativos e seguimento das posições “vencedoras” por todo o conjunto da militância). O segundo, uma distorção simplificadora da rica teoria marxista e da contribuição de autores à teoria revolucionária do proletariado, que busca aplicar de forma mecânica, anacrônica e anti-dialética fórmulas prontas da teoria revolucionária.

  • FELIPE A. F.
    Escrito as 18:22h, 21 novembro Responder

    Sou desenvolvedor, militante de esquerda, e tenho um especial interesse pela área de militância. Ouvi o Revolushow 29 – Organizando-se politicamente, curioso para ouvir o que seria dito sobre o assunto de segurança, e, embora tenha sido dado uma boa dica sobre o Briar e o Tor, discordo das falas do Barba respeito do Signal e do Telegram. E gostaria de contribuir com algumas informações.

    O Barba neste podcast disse que o Signal “tem uma criptografia um pouco melhor” que o Telegram, mas supostamente ineficiente para que a repressão não possa quebrar. Discordo de ambas as afirmações. Aqui é preciso explicar que ambos os aplicativos aplicam criptografia de modo diferente.

    No Telegram, a criptografia existe entre o celular e os Servidores do Telegram, controlado de forma privada pela empresa responsável pelo aplicativo. Nos servidores do Telegram, as mensagens são decriptadas, e teoricamente podem ser monitoradas tanto em metadados quanto em conteúdo (exceto para a opção chat secreto que não existe para grupos). Serviços de comunicação que usam criptografia desse tipo são com frequência solicitados judicialmente a fornecerem dados em casos de investigação. Vale lembrar também que o programa de espionagem PRISM, revelado pelo Snowden, envolvia a cooperação de gigantes da Internet. A vantagem do Telegram seria não espor para outras pessoas de um grupo seu número de telefone, mas lembrem-se que essa vantagem não existe no servidor.

    No Signal, o protocolo garante que a mensagem seja transmitida criptografada de uma ponta a outra, o servidor não tem como monitorar o conteúdo das mensagens, apenas, tecnicamente, os metadados (quem está falando com quem em que momento). O protocolo Signal utiliza algoritmos reconhecidos na comunidade acadêmica da área de criptografia, e não há nada que dê suporte à afirmação do Barba que a repressão também é capaz de monitorar essas mensagens. Evidentemente a NSA tem interesse em criptoanálise e em manter sigilo sobre esse assunto, mas mesmo que seja possível, e é apenas uma hipótese, em geral quebrar criptografia requer uma enorme capacidade de processamento, o que ao menos inviabiliza uma uma vigilância massiva como a do programa PRISM.

    Por outro lado, não se deve desprezar a importância dos metadados (num caso de militância clandestina num governo totalitário por exemplo, estar num mesmo grupo que alguns suspeitos poderia tornar todo mundo do grupo suspeito). É importante também observar que outros softwares no celular podem servir para monitorar, independente da criptografia usada (em especial o software de teclado.

    Vale também ser colocado, até porque quem pesquisar vai ler isso em outras fontes, o Whatsapp, desde 2016, alegadamente utiliza a mesma criptografia que o Signal. Mas muitos como eu não recomendam o Whatsapp porque:
    1. É código fechado, o que inviabiliza a auditoria externa, ou seja, pode haver algum backdoor.
    2. Pertence ao Facebook, e alegadamente envia os metadados para o mesmo. Diferente da organização que mantém o Signal, o negócio do Facebook é claramente os nossos dados.

    No mais, o assunto de segurança na Internet vai muito além disso e claro que, como não era a pauta central, não seria possível em pouco tempo falar de muito mais sobre, mas espero que esta mensagem seja lida e ajude outras pessoas a no mínimo estarem mais informadas quando tomarem decisões do que usar para se comunicar. Obrigado por manterem esse podcast!

  • Lond
    Escrito as 10:28h, 05 dezembro Responder

    Como Felipe já mencionou, discordei da fala sobre o Telegram/Signal, a explicação do Felipe já cobre bastante do que eu tava pensando em falar. Um adendo porém: Uma outra opção em relação ao Signal é o Wire. Tem o código igualmente aberto e é uma opção pra quem quer ocultar o telefone e usa o mesmo protocolo do Signal, muito mais seguro que o Telegram.

    É sim bem importante fazer uma análise do quanto se está em risco, mas vale lembrar que mesmo que a repressão seja uma grande preocupação nesses casos, especialmente num caso como o do Brasil em que há uma radicalização mais massiva da direita, usar comunicações que possam ser comprometidas por terceiros podem botar em risco para grupos que operem de forma independente. É bem comum ver contas do Twitter/instagram/facebook serem comprometidas e por consequência toda a comunicação contida nessas contas, que podem ser vazadas por prints e afins e divulgadas pro empregador ou afins.

    No mais, curti muito a explicação sobre as organizações 🙂

  • Camela
    Escrito as 11:04h, 30 janeiro Responder

    Gente esse texto da Marina sobre centralismo democrático, acho onde? Bjo

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